quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Processos de Compreensão

Gersely Sales





Fichamento de Processos de Compreensão (p. 228-279). Terceira parte.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão – São Paulo: Parábola, 2008.

“Ler é um ato de produção e apropriação de sentido que nunca é definitivo e completo. Ler não é um ato de simples extração de conteúdos ou identificação de sentidos. Não se pode dizer que ler seja apenas uma experiência individual sobre o texto. [...] Nossa compreensão está ligada a esquemas cognitivos internalizados, mas não individuais e únicos.” (p.228)
“Nós só tomamos conhecimento de algo e identificamos algo como sendo determinada coisa quando temos categorias ou esquemas cognitivos para isso.” (idem)
“A língua é um sistema simbólico ligado a práticas sociohistóricas e não funciona no vácuo. O sociointeracionismo vygotskiano funda-se nas propriedades da mente social. Para Vygotsky, conhecer é um ato e não uma ação interior do indivíduo isolado.” (p.229)

Leitura e compreensão como trabalho social e não atividade individual
“Compreender bem um texto não é uma atividade natural nem uma herança genética; nem uma ação individual isolada do meio e da sociedade em que se vive. Compreender exige habilidade, interação e trabalho.” (p. 229, 230)
“Sempre que produzimos algum enunciado, desejamos que ele seja compreendido, mas nunca exercemos total controle sobre o entendimento que esse enunciado possa vir a ter. Isso se deve à própria natureza da linguagem, que não é transparente nem funciona como uma fotografia da realidade. A interpretação dos enunciados é sempre fruto de um trabalho e não uma simples extração de informações objetivas.” (p.231)
“A compreensão é também um exercício de convivência sociocultural.” (idem)
Segundo a concepção de Ângela Kleiman, “O leitor não é um sujeito consciente e dono do texto, mas ele se acha inserido na realidade social e tem que operar sobre conteúdos e contextos socioculturais com os quais lida permanentemente.” (idem)
“Ela critica as posições da linguística de texto e da psicologia que inspiram as teorias que viam o leitor como sujeito ativo que utilizava e mobilizava conhecimentos pessoais para compreender.” (p.232)
“A leitura vem sendo tratada em um novo contexto teórico que considera práticas sob um aspecto crítico e voltado para atividades sociointerativas.” (idem)
“Quando falamos ou escrevemos, não temos muita consciência das regras usadas ou das decisões tomadas, pois essas ações são tão rotineiras que fluem de modo inconsciente. Para se compreender bem um texto, tem-se que sair dele, pois o texto sempre monitora o seu leitor para além de si próprio e esse é um aspecto notável quanto à produção de sentido. A compreensão de texto não se dá como fruto da simples apreensão de significados literais das palavras.” (p.233, 234)

Breves observações sobre o sentido literal
“O sentido literal nada mais é que um sentido básico que entendemos quando usamos a língua em situações naturais. Não se trata do sentido dicionarizado nem de uma oposição ao sentido figurado e sim daquele que é construído como preferencial.” (p.235)
“O sentido não literal (SNL) seria pragmático, associado ao enunciado e ao falante, não convencionalizado nem composicional. O SNL clássicos se dariam nas metáforas, atos de fala indiretos, implicaturas conversacionais e ironias.” (idem)

Compreensão e atividade inferencial
“Compreender é decodificar e compreender é inferir.” (p.237)
“De um lado, está a perspectiva de uma semântica lexicalista, uma noção de referência extencionalista na relação linguagem-mundo e uma concepção de texto como continente. De outro lado, está uma noção de língua como atividade sociointerativa e cognitiva, com uma noção de referência e coerência produzidas interativamente e uma noção de texto como evento construído na relação situacional.” (idem)
“Ler e compreender não são diferentes.” (p.239)
“A compreensão de texto é um processo cognitivo.” (idem)
“No processo de compreensão, desenvolvemos atividades inferenciais.” (idem)
“Os conhecimentos prévios exercem uma influência muito grande ao compreendermos um texto.” (idem)
“Compreender um texto não equivale a decodificar mensagens.” (idem)

A importância de conceber a língua como trabalho social, histórico e cognitivo
“A língua é muito mais do que um sistema de estruturas fonológicas, sintáticas e lexicais. Ela é estruturada simultaneamente em vários planos, tais como o fonológico, o sintático, o semântico e o cognitivo, que se organizam no processo de enunciação, variando ao longo do tempo e de acordo com os falantes: ela se manifesta no seu funcionamento e é sensível ao contexto.” (p. 240)
“Sendo a língua uma atividade constitutiva, tal como dizia Franchi (1977), com ela podemos construir sentidos.” (idem)

A necessidade de tomar o texto como evento comunicativo
“O texto não é um puro produto nem um simples artefato pronto; ele é um processo e pode ser visto como um evento comunicativo sempre emergente. O texto é uma proposta de sentido e se acha aberto a várias alternativas de compreensão. A coerência de um texto é uma perspectiva interpretativa do leitor e não se acha inscrita de forma completa e unívoca no texto.” (p. 242)
“Se a língua é atividade interativa e o texto um evento comunicativo, a atenção e a análise dos processos de compreensão recaem nas atividades, nas habilidades e nos modos de produção de sentido.” (idem)

Noção de inferência
“As teorias fundadas no paradigma da decodificação sustentam a posição de que a língua é um sistema de representação de ideias e o texto é um repositário de informações. No caso, compreender o texto é apenas decodificar informações inscritas objetivamente. Já as teorias que postulam a ideia de que compreender se funda em atividades cooperativas e inferenciais, o sentido está numa complexa relação interativa entre a tríade (texto-leitor-autor).” (p.248)
“As inferências funcionam como hipóteses coesivas para o leitor processar o texto. Lidam com as relações entre esses conhecimentos e muitos outros aspectos. Segundo Rickheit, Schnotz &Strohner (1985:8): ‘Uma inferência é a geração de informação semântica nova a partir de informação velha num dado contexto’. As inferências na compreensão de texto são processos cognitivos nos quais os falantes ou ouvintes, partindo da informação textual e considerando o respectivo contexto, constroem uma nova representação semântica.” (p. 249)

Compreensão como processo (p.256)
Processo estratégico: a compreensão não é uma atividade com regras formais e lógicas, com resultados automáticos, mas antes uma ação comunicativa otimizada com diferentes alternativas possíveis.
Processo flexível: não há um sentido único na compreensão, mas se dá num movimento global e local.
Processo interativo: a compreensão não é unilateral, mas cocontruída e negociada.
Processo inferencial: a produção de sentido não se dá pela identificação e informações codificadas, mas como atividade em que diferentes conhecimentos atuam.
Um texto original permite diversos horizontes, perspectivas de interpretações:
“Falta de horizonte: copia o que está dito no texto.” (p.258)
“Horizonte mínimo: leitura parafrástica, espécie de repetição com outras palavras.” (idem)
“Horizonte máximo: atividades inferenciais, reunião de várias informações do próprio texto, conhecimentos pessoais ou outros não contidos no texto.” (p.259)
“Horizonte problemático: ‘opinião pessoal’” (idem)
“Horizonte indevido: indevida ou proibida, estrapolando a idéia do autor.” (idem)

A compreensão interdialetal
Marcuschi cita a pesquisa da sociolinguista Stella Bortoni-Ricardo sobre dialeto “rurbanos” (rurais + urbanos) partindo do pressuposto de que não existe unidade linguística no Brasil. Seu objeto de anãlise são entrevistas feitas por estudantes universitários com migrantes da zona rural para Brasilândia, cidade satélite de Brasília. Marcuschi observa, porém que a relação entre os interlocutores no gênero entrevista é problemática já que esta demanda de Bortoni-Ricardo leva em consideração três fatores:
“Assimetria entre os interlocutores, disposição para a convergência e insegurança linguística” (p. 261)

O tratamento da compreensão nos livros didáticos
Em seu livro Marcuschi finaliza a terceira parte sobre compreensão de texto falando sobre o tratamento que é dado a efeito da compreensão nos livros didáticos. Segundo ele, esse tema é de grande importância, pois se trata do ensino da língua portuguesa e da sua aplicação na sala de aula.
Marcuschi em seus estudos (1996; 1999) fez uma análise detalhada observando em vários livros didáticos, a utilização da compreensão, interpretação e o entendimento de texto. Observou algumas problemáticas nos exercícios de compreensão:
“Compreensão é considerada atividade de decodificação, uma atividade de cópia e extração de conteúdos.” (p. 266)
“As questões típicas de compreensão vêm misturadas com uma série de outras que nada têm a ver com o assunto e podem ser respondidas com qualquer dado.” (p. 266, 267)
“Raramente levam a reflexões críticas sobre o texto e não permitem expansão ou construção de sentido. Perde-se uma excelente oportunidade de treinar o raciocínio, o pensamento crítico e as habilidades argumentativas.” (p. 267)
“Os exercícios de compreensão dos livros didáticos costumam falhar em pelo menos três aspectos centrais: noção instrumental de língua, como transmissora de informação; os textos são produtos acabados que contêm em si objetivamente inscritas todas as informações possíveis; compreender, repetir e memorizar são a mesma coisa.” (p. 269)
“A noção de compreensão como simples decodificação só será superada quando admitirmos que a compreensão é um processo criador, ativo e construtivo que vai além da informação estritamente textual.” (idem)

Tipologia das perguntas de compreensão nos livros didáticos
Marcuschi aprofunda sua pesquisa e enumera os tipos mais frequentes de perguntas que são usadas nos livros didáticos como exercícios de compreensão de texto.
“Considerando a leitura como uma atividade social e crítica, poderíamos encaminhar uma nova proposta de construção de uma tipologia de perguntas.” (p. 270)
“Quanto às perguntas subjetivas, é bom ter presente que os alunos se sentem comprometidos com o paradigma da escola e às vezes dizem o que imaginam que vai agradar à professora.” (p. 272)

Os descritores para a compreensão textual no ensino fundamental
“O SAEB (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica), uma prova aplicada pelo MEC com o objetivo de avaliar a proficiência de língua materna no Brasil, se dá a partir de uma matriz de referência. Essa matriz apresenta 21 descritores, que são usados para avaliar as habilidades em língua portuguesa, sendo alguns deles de caráter inferencial. Porém, essa prova apresenta alguns problemas. Um deles é uma elaboração ruim das questões, levando o aluno ao erro e o maior deles é o fato de somente avaliar a compreensão textual, deixando de lado a produção.” (p. 274-276)
“Com tudo isso concluímos que para se saber compreensão de um texto não pode se manifestar só com exercícios de perguntas e respostas.” (p. 278, 279)

domingo, 30 de outubro de 2011

PRINCÍPIOS BÁSICOS DAS CORRENTES ESTRUTURALISTA, GERATIVISTA E FUNCIONALISTA

Gersely Sales

O estruturalismo é um modo de pensar e analisar as ciências, estabelecendo funções e relações entre elas. No estruturalismo a língua é vista como código, sistema autônomo e social, onde o francês Claude Lévi-Strauss é o seu mais celebrado representante, sendo o principal teórico o suíço Ferdinand Saussure que ampliou os horizontes de estudos linguísticos com o Curso de Linguística Aplicada – 1916, organizado e publicado por seus alunos. Saussure analisou a dimensão social da língua e fez um estudo da Gramática, a Linguística passando assim a ser ciência.
O objetivo deste teórico era estudar aquilo que é comum aos falantes, tendo a língua como sistema e ferramenta. Em suas análises dicotômicas temos: sincronia x diacronia (ex: Metáfora da Árvore) – a diacrônica estuda a língua e suas variações históricas ao decorrer do tempo, enquanto a linguística sincrônica estuda a língua em um momento específico; langue x parole – sendo langue a fala em seu sistema formal e parole o discurso/uso; significante x significado – sendo imagem acústica e conceito, respectivamente, e que juntos formam os signos, cujo estudo denomina-se Semiologia; sintagma x paradigma – combinação (a ordem da estrutura) e seleção (escolha).
A linguística gerativista teve início em 1957, ano em que Noam Chomsky, principal teórico, publicou seu primeiro livro – Sintact Structures (Estruturas sintáticas). O gerativismo opondo-se ao modelo behaviorista de descrever a linguagem, defendia a faculdade da linguagem como inata ao ser humano (genética) cuja morada é a mente. O papel do gerativismo é explicar a natureza e o funcionamento da língua na mente, a competência e o desempenho, visto que todos os falantes têm o agir criativo e capacidade linguística, uma Gramática Universal.
A corrente linguística funcionalista que se opõem aos estruturalistas e gerativistas, estuda os usos que as formas possuem, ou seja, têm a função de promover a interação entre os indivíduos através do uso. Sendo sócio cognitivista, não visa só o social, mas também o cognitivo, considerando o contexto (discurso/uso) e a motivação (uso/influência).
Dentre as diversas teorias que são consideradas funcionalistas, destacam-se a Escola de Praga que enfatizou nos estudos da fonologia; a Escola de Genebra; a Escola de Londres com a teoria de Halliday na década de 70, incluindo as funções dos enunciados e textos.

Algumas considerações sobre sintaxe

Gersely Sales


O trabalho das autoras citadas abaixo, explana uma análise da ordem das sentenças sob a perspectiva formalista (gerativista) e funcionalista. A Gramática descreve sob regras, o modo como as palavras são combinadas nas sentenças dos textos, por exemplo. As abordagens formalista e funcionalista, explicam a possibilidade de pospor ou antepor o sujeito e o complemento numa dada sentença.
Na teoria gerativista, a língua é vista como parte da natureza biológica do ser humano e inata ao mesmo, cuja morada é a sua mente, por isso a abordagem gerativa leva em conta a competência do falante ao organizar estruturalmente os constituintes básicos da sentença; e se porventura a hierarquia de estruturação vier a se desviar, iremos considerá-la uma sentença agramatical.
É na GU (Gramática Universal) em que se destaca o Modelo de Princípios e Parâmetros da teoria chomskyana, cuja ênfase está na sintaxe observando as estruturas sintáticas e suas semelhanças com as outras línguas, utilizando recursos notacionais por representação arbórea e a mudança sintática pela teoria da aquisição.
Segundo essa perspectiva, é no sintagma verbal (SV), mais aprofundamente sintagma flexional (SF), em que se estabelecem as relações entre verbo e os sintagmas nominais (SN) que também podem especificar o (SF) e não só o (SV). Podemos ver assim, que nem sempre a ordem sujeito-verbo-objeto (SVO) é a mais preferida, no português arcaico, por exemplo, há o predomínio do (VSO) e (OVS), por mais que saibamos que o sujeito-verbo-constituinte (SVX) ainda é o mais utilizado.
As possibilidades de estruturação sintática em qualquer língua refletem características semânticas e lógicas, numa relação entre juízos lógicos (tético e categórico) e estrutura sintática. Sendo o juízo tético (simples), o reconhecimento de um evento com seus participantes e o juízo categórico (duplo) uma entidade associado ao predicado.
Na teoria funcionalista, a estrutura é determinada pela função que exerce considerando o contexto e a motivação. Contrapondo-se à análise gerativista, a funcionalista assume a possibilidade de ordenação das sentenças, sem nenhuma hierarquia básica de estruturação, mas com a coexistência de várias construções.
Essa variação explica-se pelas diferentes funções comunicativas que exercem e não apenas como um fenômeno estilístico (enfático). A ordenação dos constituintes das sentenças vai depender do falante e do ouvinte, para provocar alguma mudança nesse conjunto de informações. Dentre os princípios que interagem para ordenar as sentenças destacam-se: a preferência dos constituintes, a tendência que em certas posições estruturais sempre ocorram as mesmas categorias gramaticais, e a tendência da organização frasal da esquerda para a direita de acordo com o grau de complexidade; unindo-as, formam um esquema geral de ordenação. Enfatizando que a análise da língua nesta perspectiva, é o uso, e ele molda a estruturação, que só existe para cumprir funções comunicativas.
Sendo assim, foram explanadas as características da estruturação sintática/formal em cada sistema lingüístico sob a perspectiva formalista/gerativista, compondo uma gramática particular utilizando como base a GU e através do modelo da Gramática Funcional de Dik, mostradas como a abordagem funcionalista vê a linguagem e seu estudo sintático.




Sintaxe (p. 214-239). Sexto capítulo.
MUSSALIM, Fernanda e BENTES, Anna Christina (orgs.). Introdução à linguística: domínio e fronteiras, v. 1 – São Paulo: Cortez, 2001.

EL ACORTAMIENTO DE PALABRAS – APÓCOPE

Artigo apresentado por Gersely Sales, Henrique Bandeira, Jéssica Costa e Thaíris Rayane para avaliação da disciplina: Espanhol 2 – Morfologia pelo docente Juan Pablo.


Resumo

Este trabalho foi feito em tópicos e não como um texto corrido, prática que principalmente em apresentações facilita a abordagem do expositor e a compreensão do expectador.
Na parte inicial, há uma citação de Alberto Miranda acerca do acortamento de palavras, onde o leitor pode se situar de nosso conteúdo através da explicação de um professor de língua espanhola conceituado. A primeira explicação feita fala do abreviamento, explicando o que é e diferenças com outros casos, como apócope.
A seguir, começa-se a falar da abreviação. É justamente neste ponto que a topicalização feita se torna mais visível, pois há quase duas páginas explicando de maneira pontual os tipos de abreviaturas existentes, sendo respectivamente: as simples, as compostas e a complexa.
Ao final, há toda a explicação de apócope, com suas realizações também feitas de forma pontual com exemplos variados.

Resumen

Este trabajo fue hecho en tópicos y no como un texto corrido, práctica que principalmente en presentaciones facilita el abordaje del expositor y la comprensión del espectador/alumno.
En la parte inicial, hay una citación de Alberto Miranda acerca del acortamiento de palabras, donde el lector puede se situar de nuestro contenido a través de la explicación de un profesor de lengua española conceptuado. La primera explicación hecha habla del abreviamiento, explicando lo que es y diferencias que hay con otros casos, como apócope.
A seguir, empezase a hablar de la abreviación. Es justamente en este punto que la “topicalización” hecha se torna más visible, pues hay casi dos páginas explicando de manera puntual los tipos de abreviaturas existentes, respectivamente: las simples, las compuestas y la compleja.
Al final, hay toda la explicación de apócope, con sus realizaciones también hechas de forma puntual con ejemplos variados.


Introducción

El acortamiento de palabras, fenómeno lingüístico natural a la lengua española que ocurre muy frecuentemente en los registros comerciales y en discursos coloquiales, tiene por base la supresión de algún elemento de la palabra, generando categorías léxicas distintas. Esa supresión puede ser hecha tanto por abreviación (también llamada de truncamiento) o por abreviatura.
Es posible hacer solamente la reducción del cuerpo fónico de la palabra o unir sus extremos opuestos. Esta última práctica se llama acronimia. Cuanto a la abreviatura, hay tres tipos existentes: abreviatura simple, abreviatura compuesta y abreviatura compleja.
Presentada las maneras variadas en las cuales el acortamiento de palabras ocurre, vamos a utilizar ejemplos prácticos, con la intención de mostrar el valor que posee este fenómeno lingüístico y su importancia en la vida cotidiana.


EL ACORTAMIENTO DE PALABRAS – APÓCOPE

En su libro La Formación de Palabras en Español, Alberto Miranda toma un texto amplio y con sujeción sobre El acortamiento de las palabras que pueden producirse de diversas maneras y con categorías lexicales distintas. El acortamiento, fenómeno peculiar de los registros comercial, administrativo, coloquial y científico que distinguimos el abreviamiento o truncamiento, la acronimia, abreviatura simple, abreviatura compuesta y abreviatura compleja o sigla.


• Abreviamiento
El abreviamiento, también llamado de truncamiento, se realiza en la reducción del cuerpo fónico de una palabra, en la cual hay pérdida de la sílaba completa. Suele suceder de dos maneras: apócope y aféresis.
Los dos son alteraciones fonéticas o supresiones de fonemas que las palabras sufren cuando la lengua evoluciona. La diferenciación es que en apócope, va a perder uno o más fonemas en el final de la palabra y ya en aféresis, hay pérdida de uno o más fonemas al inicio de la palabra.
Ejemplos: La televisión – tele (apócope)
Telefax – fax (aféresis)

Hay también un tipo especial de abreviamiento, llamado de acronímia, en qué consiste la unión de los extremos opuestos de dos palabras. Son casi inexistentes en el español, y los pocos que aparecen son más de otros idiomas.
Ejemplos: Información automática – informática
Breakfast lunch – brunch


• Abreviaturas
Segundo José Martínez de Sousa “Las abreviaturas son representaciones gráficas de una palabra, o grupo de palabras con menos letras que las corresponden”.
Podemos suprimir cualquier letra de la palabra menos la primera, pues es la clave para identificación del suprimido. Abreviación es conocida desde muy antiguo y durante tiempo se utilizaran diversos signos para señalar lo que era eliminado. Unos de los tipos de abreviaturas son las simples y compuestas.
1. Simple
Son consideradas palabras simple aquellas que abrevian solo una palabra.
Ejemplos: Sr. “señor”
D. “don”
Admón. “Administración”
Dr. “doctor”

2. Compuestas
Son palabras compuestas las que abrevian un grupo de las palabras. Así como las simples suyas escritas son con letras minúsculas y con un ponto detrás de cada uno de sus formantes, mas no es extraño encontrarlas con escrita mayúsculas, por influencia de las siglas y abreviaturas complejas.
Ejemplos: Sr. D. “señor don”
S.M. “su majestad”
b. l. m. “besa la mano”
M.I.C “Muy Ilustre Ciudad”
q. D. g. “que Dios guardes”

3. Abreviatura compleja o sigla
En propia definición de la Real Academia de la Lengua (RAE):
Sigla. (Del lat. sigla, cifras, abreviaturas).
1. f. Palabra formada por el conjunto de letras iniciales de una expresión compleja; p. ej., O(rganización de) N(aciones) U(nidas) = ONU, o(bjeto) v(olante) n(o) i(dentificado) = ovni.
2. f. Cada una de las letras de una sigla (palabra formada por letras iniciales). P. ej., O, N y U son siglas en ONU.
3. f. Cualquier signo que sirve para ahorrar letras o espacio en la escritura.
El rasgo fundamental entre abreviatura simple e compleja es que las siglas se leen como una sola palabra: ONU, y no separadamente “Organización de Naciones Unidas”; y las abreviaturas se leen la palabra completa: a.C. se lee antes de Cristo. Las abreviaturas son consagradas en la lengua, su contenido es explícito, es una secuencia de reducciones gráficas; y las siglas se refieren a los nombres propios, leyéndose sólo su forma, no olvidando que sigla se llama también cada una de las letras que conforman la nueva palabra abreviada.
Muchas de las siglas, aunque no todas, aparecen escritas con letras mayúsculas y generalmente sin puntos ni espacios entre las letras que la forman. Algunas de ellas, como la NATO, se han formado sobre términos extranjeros, North Atlantic Treaty Organization; otras lo han hecho sobre su traducción al castellano, OTAN por Organización del Tratado del Atlántico Norte.
La abreviatura compleja o sigla, se forma mediante la selección de las iniciales de las palabras integrantes de un sintagma denominador.
Frente a otros elementos del lenguaje, la sigla no es arbitraria, sino que, como afirma L. Guilbert (apud MIRANDA) “resulta de la transposición a una forma reducida de la serie de determinaciones que sustenta la unidad sintagmática en su fórmula lexemática; es una reducción gráfica y fonética de una secuencia sintáctica que se considera demasiado larga para poderse utilizar en la comunicación, y a la vez, mantiene la relación gramatical entre los elementos por la referencia a cada componente constitutivo del conjunto.”
La pronunciación es un aspecto importante para las siglas, porque se intenta lograr formaciones de palabras que existan en la lengua y estructura silábica sin dificultad de pronunciación. Puede ocurrir que la secuencia resultante no sea pronunciable, recurriéndose al deletreo de la forma.
Ejemplos: UFPE (impronunciable – deletreo)
ONU (pronunciable)
El género de las siglas se heredan de su caracterización. El número de las siglas suele ser singular.
Ejemplos: el COJO (El Comité Organizador de los Juegos Olímpicos)
la REA (Real Academia de la Lengua)
La lexicalización de las siglas permite la formación de derivados.
Ejemplo: PSOE – pesoísta

4. Apócope
En español algunas palabras cambian, si están delante o después de un sustantivo. Pierden un sonido o una sílaba final de una palabra y eso recibe el nombre de apócope. Esto generalmente ocurre con algunos adverbios y adjetivos cuando están delante de algún sustantivo.

Algunas realizaciones de apócope:
Muy – tan
Son apócopes de mucho y tanto. Son utilizados delante de adjetivos, sustantivos que operan como adjetivos, verbos que funcionan como adjetivos, o de otro adverbio y locuciones adverbiales.
Ejemplos:
Eres muy inteligente. (Adjetivo)
Me siento muy cansado. (Participio con la función de adjetivo)
Escribes muy bien. (Adverbio)
Habló tan rápidamente que apenas lo pude entender. (Adverbio)
¡Me siento tan descompuesta hoy! (Participio con la función de adjetivo)
¡Ese Chico es tan simpático! (adjetivo)

Cuan
Es apócope de cuanto. También es utilizado delante de adjetivos o adverbios.
Ejemplo:
¿Cuán rápido puedes aprender esta lección?

Buen – mal
Son apócopes de bueno y malo. Adjetivos que son apocopados delante de sustantivo masculinos singulares.
Ejemplos:
Tomás es un buen médico.
Mal humor.

Gran – san
Son apócopes de grande e santo. Gran es utilizado delante de sustantivos femeninos o masculinos y la forma apocopada San generalmente en los sustantivos propios masculinos, excepto en: Santo Tomás, Santo Domingo, Santo Tomé, Santo Job, Santo Angel, Santo Dios, Santo Cristo, Santo varón, Santo cielo e Santo ofici; que no son apocopados.
Ejemplos:
¡Gran periódico!
¡San Juan y San Marcos, ayúdame!

No son apocopados ciertos adjetivos en el género femenino.
Ejemplos:
Una buena gente.
Una mala conducta.
La Santa Virgen.
Santa Catalina de Sena.

Un – algún y Primer – ningún
Son apócopes de uno, alguno, primero y ninguno, respectivamente. Pierden la última vocal cuando se anteponen a un sustantivo masculino singular o interpone un adjetivo.
Ejemplos:
Un día bonito.
Algún trabajo.
El primer puesto.
Ningún dinero.

Cien – tercer
Son apócopes de ciento y tercero, respectivamente. Cien utilizado anterior a sustantivos o factores multiplicativos, sin embargo, cuando está seguido de decenas o unidades mantiene su forma. Tercer es utilizado delante de sustantivo masculino singular.
Ejemplos:
Tengo cien mujeres.
El tercer piso.

Postrer – cualquier
Son apócopes de postrero y cualquiera, respectivamente. Postrer es utilizado delante de sustantivo masculino singular y ya cualquier es utilizado delante tanto de sustantivo masculino como también de femenino singular.
Ejemplos:
Postrer mensaje
Para un niño, cualquier escuela es mejor que estar en la calle.



Observaciones finales

La medida en que este trabajo fue hecho, podemos notar lo cuanto el Acortamiento de palabras está siendo usado con frecuencia en nuestro cotidiano, hay aumentado lo uso por ejemplo en grupos sociales o redes sociales más amplias y la medida que aumenta su utilización de uso de palabras reducida el truncamiento vas perdiendo su marcas de indexicalidad, connotaciones específicas. Estructuralmente, es posible la sistematización del proceso diferenciándolo de los demás fenómenos de reducción léxica.
Pero debemos tomar cuidado con el acortamiento. En algunos momentos es necesario la utilización de la palabra completa, podiendo generar muchos errores, por no saber cómo se escribe determinadas palabras cuanto al uso de los acortamientos.


Referencias

Abreviaturas, Acrónimos, Siglas, Símbolos. Accedido in 26 de mayo de 2011, in: http://www.profesorenlinea.cl/castellano/Abreviaturas.htm

BECKER, Idel. Manual de Español. São Paulo: Nobel, 1969.

CUADRADO, Luis Alberto Hernando. Sobre la formación de palabras en español. Accedido in 26 de mayo de 2011, in: http://cvc.cervantes.es/ensenanza/biblioteca_ele/asele/pdf/07/07_0255.pdf, 1996.

GATURRO. Accedido in 26 de Mayo de 2011, in: http://www.gaturro.com/, 2011.

Gramática. Accedido in 02 de Junio de 2011, in: http://eljuego.free.fr/Fichas_gramatica/FG_apocope.htm#21, 2002.

LANE, Jéssica. InfoEscola Navegando e Aprendendo. Accedido in 02 de Junio de 2011, in: http://www.infoescola.com/espanhol/apocope/, 2007.

MASIP, Vicente. Gramática española para brasileños – Fonología y fonética, ortografía, morfosintaxis. São Paulo: Parábola Editorial, 2010.

MIRANDA, José Alberto. La formación de palabras en español. Salamanca: Ediciones Colegio de España, 1994.

SOUZA, José Martínez de. Abreviaciones. Accedido in 28 de mayo de 2011, in: http://www.ops.org.bo/multimedia/cd/2008/SRI_6_2008/recursos/documentos/bibliografia/6_Abreviaciones.pdf

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

CONCEITO DE EDUCAÇÃO

Gersely Sales


A educação é um conceito que vem sendo desenvolvido e discutido ao decorrer dos séculos pela sociedade. A palavra educação vem do latim [educĕre], pronuncia-se [edúcere] do verbo [educare], cujo sentido primordial é “conduzir para fora de”, “trazer à luz a idéia”. Segundo o dicionário Aurélio, “educação é o processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social.” Existem diversas conceituações de educação, embora sua atuação não tenha um sistema rígido a ser seguido, tratando-se de um processo contínuo permanente. Paulo Freire (1996) diz que educação não deve ser uma mera transmissão de conhecimento, mas ter por papel principal, a possibilidade do educando construir o seu próprio conhecimento baseado com o conhecimento que ele trás de seu dia-a-dia familiar.
Há aqueles que compreendem que educação limita-se à sala de aula, cujo detentor do conhecimento é o professor; o que explica o modelo militarista em que se dispõem as cadeiras nas salas de aula (enfileiradas). O professor fica numa posição de destaque passando o conhecimento para os alunos que se supõe não possuir conhecimento.
Esse modo de pensamento tem sido reestruturado e modificado, pois a educação se trata de uma troca de conhecimentos e não se restringe apenas ao ambiente escolar. O início da educação é a familiar e social, ao qual o indivíduo tem o primeiro contato e é considerada a base. “Educação é um processo contínuo que orienta e conduz o indivíduo a novas descobertas a fim de tomar suas próprias decisões, dentro de suas capacidades.” (Kelma Pamplona)

PANORAMA DO PENSAMENTO PEDAGÓGICO

Gersely Sales


Considerando as formas pedagógicas de alguns pensadores como Comênio, Montaigne, Fenelon, Pestalozzi, Herbart, Dewey, Gramsci, Makarenko, Montessori e Alexandre Neill com suas didáticas, vale apresentar seus contextos históricos e evolução do pensamento ao decorrer dos anos.
Comenius propôs um sistema de ensino articulado, ao qual reconhecia que todos deviam ter acesso ter acesso ao conhecimento, objetivando que os homens fossem cristãos, próximos de Deus, virtuosos e com fé. Sua obra é considerada um paradigma do saber que enfatiza a educação na infância e juventude através da escola. O rigor da escola e a vida órfã de Comênio incentivaram na didática revolucionária para o século XVII.
Michel Eyquem de Montaigne não tem um sistema, é um pensador ético, fazendo indagações sobre o que é correto e incorreto na conduta humana. Abrange diversos assuntos, desde a vida humana cotidiana até a relação do cristianismo e às lutas de religião na França, assim como a destruição das novas índias pelos espanhóis (séc. XVI).
François de Salignac de La Mothe, Duque de Fénelon, dedica-se a escrever o livro De L’education dês filles, destinado a duquesa de Beauviller para orientar na educação de suas filhas. Esse livro obteve grande repercussão e foi alvo de grandes estudos, pela forma simplória e doce. Influenciado pela Igreja Católica e pela Reforma Protestante, escreveu ainda fábulas e outros textos destinados à educação.
Johann Heinrich Pestalozzi conheceu de perto o preconceito e teve que vencê-los. Na invasão francesa da Suíça (1789) reconheceu-se o seu caráter herói com as crianças abandonadas, pois as reuniu num convento abandonado, alimentando-as e educando-as. De forma didática, concentrou seus pensamentos num livro intitulado “Como Gertrudes ensina suas crianças”, dentre outros livros. Criou a teoria dos três estados de desenvolvimento moral (estado natural, social e moral).
Os estudos mais importantes de Johann Friedrich Herbart foram ao campo da filosofia da mente, à qual subordinou suas obras pedagógicas. O filósofo alemão do século XIX inaugurou a análise sistemática da educação e mostrou a importância da psicologia na teorização do ensino. Fundou a pedagogia como disciplina acadêmica e estudou a filosofia do espírito.
John Dewey, a princípio com uma visão neo-hegeliana, adotou um pragmatismo. Para ele era importante a educação não se restringir ao ensino do conhecimento que se acaba, mas um conhecimento contínuo. Suas ideias de educação progressiva foram perseguidas no período da Guerra Fria, quando se preocupavam em uma elite intelectual.
Antonio Gramsci atravessou o pensamento comunista capitalista, indo além dos interesses econômicos e a repressão fascista do século XX. Prezou a capacidade de todos trabalharem o intelectual, sendo o responsável pelo surgimento de uma sociologia crítica da cultura no meio acadêmico e dos partidos políticos, neutralizando as diferenças sociais, fomentando a criatividade, autodisciplina e autonomia.
Anton Makarenko vivenciou a Iª Guerra Mundial e a Revolução Russa, reivindicando a miséria e desigualdade. Colocou em prática uma pedagogia revolucionária no século XX, onde os jovens seguiam regras disciplinares e opinavam em respeitar às regras podendo fazer votação para elegê-las.
Montessori harmonizava a interação de forças corporais e espirituais (método/pedagogia), estudava a individualidade, liberdade e atividade. Inseriu-se no movimento das Escolas Novas, opondo-se ao modelo tradicional.
Alexander Stherland Neill acreditava que a felicidade é fundamental para o desenvolvimento das crianças. Influenciado pelo pós Iª Guerra Mundial, também se opõe ao modelo tradicional de ensino, pois acredita que a criança se priva da liberdade se estiver incluso neste modelo. Defendia um modelo de ensino, onde na fundação Summerhill utilizava suas propostas distintas da hegemonia da época, estimulando os jovens a aprender em um ambiente de liberdade e responsabilidade.

Cotidiano

Despertar.
Caminhar.
C M N A
A I H R.
Seguindo a rotina que cambaleia.
Milhões de palavras.
Ausência de palavras.

Não sei de onde vim,
Sei para onde ir.
Não sei a velocidade,
Sei o caminho.

No destino mediano,
Vidinha normal de protocolada e planilhada,
Emails, debates, embates.
P-R-O-I-B-I-Ç-Ã-O
- Siga a hierarquização, jovem!
- Mas às vezes erram, dizia.
Numa rotina sem rotina.

Falas que mudam.
Autoridades com falas que mudam.
Tudo muda, esse é seu dilema.
De volta,
Só um descanso válido.
Só repousar e esquecer.

Amanhecer.
Despertar.
Caminhar.
C M N A
A I H R.
Seguindo a rotina que cambaleia.